Demais.

​Todos acham que eu falo demais

E que eu ando bebendo demais…
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí,
Bar em bar, bar em bar.

Dizem até que ando rindo demais
E que eu conto anedotas demais…
Que eu não largo o cigarro
E dirijo o meu carro
Correndo, chegando, no mesmo lugar.

Ninguém sabe é que isso acontece porque,
Vou passar toda a vida esquecendo você.
E a razão por que vivo esses dias banais
É porque ando triste, ando triste demais.

E é por isso que eu falo demais,
É por isso que eu bebo demais,
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais…

É porque meu amor por você é imenso,
O meu amor por você é tão grande…
O meu amor por você é enorme demais.

Rotina

​Paciência, May.

Não há nada que tire mais a minha paciência do que a rotina.
Porém, eu não deixa isso barato e sempre faço algo para quebrar este acaso rotineiro.
Nem que seja, tirando quinze minutos de uma tarefa ou outra, para fumar um cigarro num lugar calmo dessa cidade monótona (se tiver um lugar calmo).

Sei mais do que ninguém que ver sempre as mesmas paisagens, as mesmas pessoas no dia a dia me aflige. Que meu desejo é guardar meu mundo numa mochila, carrega-lo nas costas e sumir.
Sumir por esse mundo e só voltar quando a saudade apertar.

Enquanto isso não for possível, que esse meu anseio por novidade, paisagens novas e ares diferentes não estiverem ao meu alcance, me conformo que eu me isole no meu mundo particular.

Entre passar o tempo livre à  base de trilhas sonoras aleatórias, tomando minhas bebidas amargas que me embaçam os óculos, e poder viajar mentalmente pôr universos diferentes de capa dura, que posso segurar em minhas mãos.

(Meu desejo sagitariano, que transpira liberdade, atira flechas ao horizonte para ir busca-las.
Por enquanto é só um sonho. Quem entende, entende.)

Conselhos meus, para eu mesma.

​Calma May,

Ter um pouco de introspecção e seriedade na vida não faz mal a ninguém…
Até à uma sagitariana que gosta de ver o lado bom e animação nas coisas, e às vezes até aonde não têm.

Nas últimas semanas esteve em momento reflexivo na vida.
Não precisou estar a maior parte do tempo isolada em seu mundo particular, escrevendo e criando artes em seu quarto… Se abastecendo de narcóticos, alcoólicos e café amargo, que ironicamente costuma comparar com sua vida.

De qualquer forma, seus sarcasmos fazem sentido.

Sua mania de ser observadora demais esteve mais habitual do que nunca, mas é produtivo repensar as prioridades, reorganizar pontos e objetivos.
Esses momentos serviram tanto para reorganizar sua zona interior, quanto para trazer o equilíbrio em que tanto preza.
Pôde enxergar as coisas de uma forma melhor… Agir de forma certa a suas necessidades de cuidar das pessoas que realmente precisam de você, e não das pessoas vazias em que você costuma desfrutar, afetivamente  e implora amor onde não há.
Sei, esses momentos reflexivos seus muitas vezes estão acompanhados de pensamentos a mil, passado, medos, saudades, monotonia e playlists depressivas, porém dessa vez você não necessitou disso e quebrou as regras. Focou principalmente no presente e prioridades futuras. – Mais um lado bom para se enxergar!

O seu costume de ver o lado bom de tudo, não é ruim, mas fingir estar sempre ótima, não. – Mesmo que seja uma habilidade de suas qualidades astrais.

Concluindo, agora que está ótima novamente, volte a sua rotina excêntrica, mas mantenha o equilíbrio.

 

O amor é uma droga?

​Esse mundo em que vivo atualmente se baseia em pessoas desacreditadas na vida,  no amor, no mundo em geral…

Há muitas estão iludidas com diversas coisas que mal cabe nas palavras que correm em reclamações.
Muitas pessoas vazias que tentam se completar usando pessoas, substâncias químicas… Outras tentam se livrar das viciantes drogas…
Outras tentam se livrar da tal droga chamada amor.
Algumas poucas só querem dançar como se o mundo fosse acabar.
Outras querem apenas beber e socializar.
Outras querem apenas mais uma dose.

Eu quero apenas esquecer as coisas que me infernizam.
Quero me livrar dessa tal droga chamada Amor.
Porém, é que as vezes exagero nas doses.
Saboreio as paixões, degustando, dose a dose, até que embriago e viro dependente.

Há alguma rehab para largar esse vício que é amar?

Memória 

​Sou uma pessoa que não tem uma boa memória.

De prova, eu estive pensando em coisas e pessoas extremamente fúteis em minha vida – em que eu prometi solenemente que iria esquecer.

O que uma coisa tem haver com outra?

É que pessoas costumam me magoar, eu me magoo por motivos e prometo esquecer a pessoa. O problema é que eu acabo fazendo o inverso. Lembro-me da pessoa frequentemente e esqueço os motivos que me magoaram!

Isso não deveria ser assim.

A questão é: Tentar esquecer já é lembrar.

Outro motivo, é que minha memória mistura acontecimentos importantes e outras coisinhas e se mesclam. – Datas, nomes, conversas, pessoas, locais, ações…

Aí quando quero ter lembranças de algo que vivi, realmente confundo tudo.

Não é culpa do alcoolismo, não! Ele já é de casa.

Eu vivo coisas, faço coisas, gosto de anotar para lembrar.

Tenho um diário para poder lembrar. Afinal, nunca se sabe quando vai precisar lembrar de algo que se fez numa sexta-feira louca à base de tequila!

O problema é, e se houver uma rotina em que todas as sextas-feiras se baseiem em ficar louca de tequila?

Minha mente não aguenta.

Noção 

​Este segundo dia de fevereiro está sendo muito reflexivo…

Estive pensando e até me importando demais com o tempo, que particularmente está efêmero demais para ter noção.
A quase dois anos conclui o ensino médio, até agora não decidi – ou arrisquei –  o vestibular.

– Fiz umas provas e afins, mas nada concreto. –

O problema é que eu sonho demais.

Tenho costume de fazer histórias alternativas em minha mente, de como será minha vida daqui cinco anos ou menos. E de acordo com o que eu planejei já estaria no segundo – ou quase – da faculdade… Mas, tanta coisa mudou, meus planos mudaram e praticamente perdi tempo com coisas fúteis e nem se quer entrei para a universidade.

Porém, essa perda de tempo não é proposital, foram coisas que saíram de meu controle e foi inevitável. Nunca se da para adivinhar quando ocorrerão problemas na vida e que pode arriscar ou até atrapalhar os planos para o futuro.

Eu ainda quero me manter financeiramente, – o que estou trabalhando no momento, – fazer minha faculdade e quem sabe pôr meus sonhos em prática, mesmo com algum tempo de atraso.

Tudo bem sonhar, mas pôr datas em tudo (o que costumo fazer) atrapalha muito e até começa a dar a possível desanimação e decepção de fracasso.

O importante é sonhar na medida do possível, mas manter os pés no chão e ter a noção do que é possível e impossível.

Aprender com as incertezas não é algo legal, o importante é aprender com as coisas concretas e poder absorver disso algo produtivo. Ou seja, percebi que fazer planos demais, sonhar demais às vezes se torna decepcionante, porém, a nocividade das limitações é mais aceitável.

Destino existe?

“Não é o fim do mundo, May.”

– Mesmo que nem o fim do mundo te apavoraria assim. Enfim.

É só mais uma queda, entre outras inúmeras e incontáveis quedas que você, destrambelhada, já caiu.

Quedas provocadas pelas rasteiras do amor.

Clichês.

De cara, suas escolhas sempre aparentam ser incertas.

Porém, sempre que decide algo, se joga de cabeça, foda-se o abismo.

Porque faz isso?

Esse seu tal “dom de percepção”, instantaneamente ajuda? Ou só fode com tudo?

Você percebe tudo antes de tudo acontecer e de todos enxergarem, mas do que adianta nunca seguir os instintos?

Vai lá! Continua… Insiste… Persiste…

E acaba se fodendo no final. Mais uma vez.

Já está bem clichê, não acha?

Quem não garante que não irá cair mais uma vez?

 

Isso só ocorre por achar que consegue mudar o rumo das coisas com suas próprias mãos.

Mudar o destino das coisas – E se esse tal destino existe.

Por mais que já saiba como será o final, insiste em entrar na brincadeira.

 

Isso é insistência ou estupidez?

Porquês 

​Talvez o que eu mais fazia na minha vida – além de comer e dormir – era reclamar! Confesso.

Porém, com muito esforço mudei esse hábito nada saudável. Até por que isso não me acrescentava, não mudava nada.

E, provavelmente eu teria me acostumado com isso e no futuro eu me tornaria uma senhora azeda, reclamona, com 27 gatos. 

(Só me faltaria 22 gatos para completar essa personificação.)
Algo que eu costumava reclamar, era: 

Por que tudo na vida não é instável? 

Por que a felicidade é algo tão pequena e a infelicidade é algo que prevalece?

Por que essa maldita rotina me limita e me aborrece?

Por que as horas passam tão lentamente?

E essa sexta-feira que nunca chega?
Reclamona, reclamona.

A minha vida sempre teve muitos “porquês”, talvez porque a minha única ambição seja sempre pelo saber. 
Eu faria qualquer coisa para ter respostas para os meus porquês. 

E sei, isso não é saudável.

Mudar

​Toda sexta-feira tem um impacto bom sobre mim… 

É como se as minhas energias se renovassem; A minha característica sagitariana que clama por badalação, liberdade, energia, renovação fica em alta!

Como anteontem.

Minha sede era de mudanças, radiar energias boas para todas as partes e aproveitar a vida.

Isso resultou em mudança em minha imagem, para resumir:

Corte de cabelo!

*Algo que eu me prometi nunca mais arriscar.

Cortei minhas madeixas que me davam forças, meu amor e ódio… 

Mas, ao cortar, me renovei de uma força inexplicável!

Isso resultou em dois dias seguidos de farra, sem dormir, álcool, amigos, felicidade, ressaca, amor próprio.
– Este post está estranho, mas é apenas um registro (que provavelmente irei rir no futuro) para lembrar dessas minhas maluquices triviais. 

Saudade 

​”Mas a saudade mais dolorida, é a saudade de quem se ama. Saudade da voz, das conversas, do jeito. Saudade da presença, e até da ausência consentida.”

― Martha Medeiros